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Dieta ou comida de verdade?


Após passar os primeiros dois meses da quarentena me entregando sem dó aos doces, hambúrguer, massas e afins, percebi que não estava me sentindo bem com minha relação com a comida. Logo eu que sou educadora alimentar!

Foi aí que me deparei com dois livros: Whole 30 e Tudo Começa com a Comida. Li os livros em menos de dez dias e resolvi iniciar um novo protocolo de reeducação alimentar em 01 de junho.

A primeira semana foi bem certinha de Whole 30, mas na segunda fiz uma adaptação ao retomar o consumo dos laticínios.

Basicamente cortei industrializados, ultraprocessados, doces de qualquer tipo, açúcar e adoçante de qualquer tipo, arroz, massa, feijões e bebidas alcoolicas. O que sobrou? COMIDA DE VERDADE!

Ao longo dos dias percebi que o segredo da minha “dieta” foi voltar a consumir refeições e lanches preparados em casa, com ingredientes de verdade. E a caixinha se abriu por aqui!

Hoje, por exemplo, comemos tiras de alcatra com brócolis, cenoura, batata e tomate. De lanche da tarde comi iogurte natural com banana e uva passa. No café da manhã tenho comido abacate, ovos, tapioca com queijo. No jantar já rolou omelete, sopas de legumes, filé de peixe com verduras, e por aí vai.

É sair da caixinha e descascar a comida.

Postei no stories a diferença gritante em apenas 20 dias - ainda que a balança acuse “somente” 2kg perdidos. Mas o que mudou foi todo o restante.

Tenho me sentido mais disposta, não tive dores de cabeça com exceção da primeira semana de fim do açúcar, não tive mais episódios de gastrite, azia ou gases e tenho dormido melhor.

Meu paladar também mudou incrivelmente. Como se tudo tivesse se tornado mais gostoso, especialmente o que é “naturalmente doce”. Eu sempre fui muito formiga, então isso foi um baita ganho pra mim.

O protocolo em si dura 30 dias, mas não é clichê dizer que é um mês que muda tudo. Essa “dieta” não é pra sempre, mas a filosofia que conquistei vou levar pra vida.

E o protocolo segue o que eu sempre acreditei: a importância de comer com presença, de saborear cada garfada, de preparar a comida já curtindo os aromas e as escolhas feitas. Sim, vou voltar a comer doce, arroz, pão, mas aprendi que sei viver sem eles - e eu SEMPRE DISSE que NUNCA viveria sem pão ou arroz. Eu comia TODO DIA.

Agora sei que consigo e, mais que isso, que não preciso comer apenas pão de café da manhã. Que não preciso ter arroz em todo almoço ou jantar. Que posso curtir o sabor real de um doce sem atacar a travessa toda. É um processo, mas estou feliz.

O próximo passo é adquirir o hábito de me exercitar. Porque essa perda (ou conquista) toda foi somente com alimentação, sem exercícios.

Ah!! Não faço nenhuma contagem de calorias ou quantidade de carboidratos. Como o necessário pra me sentir saciada e bem alimentada. E se a gente presta atenção, juro que não rola abuso. Sabemos exatamente quando parar.

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